Há nesta terra muita abundância: mamão, abacaxi, jabuticaba, melão, figo, romã, graviola, tomate, batata, cenoura, pepino.

Muitas parreiras que dão uvas, duas, três vezes no ano.

Quando umas se acabam, outras logo iniciam.

Abundância revelada em cores, texturas, perfumes e aromas.

Acostumados que estamos a elas, muitas vezes não percebemos a diversidade da nossa terra.

Na produção, frutas que caem no chão.

No transporte, grãos são soprados ao vento.

No mercado, legumes que apodrecem.

Na geladeira, estragou, vai para o lixo.

E assim, o que era belo, real, vai dando espaço ao invisível.

Aromas que se misturam, o doce perfume da fruta fresca se transforma no cheiro azedo do lixo.

Queremos resgatar o respeito pela produção, estancar o desperdício e ver brotar a consciência criativa, que nutre e dá vida.

Queremos alimento bom, comida que se pode ver e sentir.

Queremos um mundo que não passa fome e sente orgulho de semear e colher.

Queremos bocas alimentadas.

Vamos resgatar o simples e o belo, os aromas perdidos.

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